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     Capitão da seleção de 74 em Sorocaba

    Ele entrou no mundo da bola em um tempo que jogador de futebol não era profissão e nem passava perto da lista dos sonhos de um garoto. Mas talento não se discute e o menino sorocabano ganhou o mundo, deixou de ser apenas Mário Peres Ulibarri para se transformar no capitão da seleção Marinho Peres. Hoje, aos 63 anos, Marinho lembra a casualidade de sua descoberta na época que jogava futebol com os amigos em um campo onde atualmente fica o Sorocaba Shopping.

    Capitão da seleção de 74 em Sorocaba

    Capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1974, o sorocabano Marinho Peres descansa na cidade que nasceu enquanto aguarda propostas para voltar a trabalhar como treinador

     
     
    Capitão da seleção de 74 em Sorocaba Capitão da seleção de 74 em Sorocaba

    Jacqueline França
    Agência BOM DIA

    Ele entrou no mundo da bola em um tempo que jogador de futebol não era profissão e nem passava perto da lista dos sonhos de um garoto. Mas talento não se discute e o menino sorocabano ganhou o mundo, deixou de ser apenas Mário Peres Ulibarri para se transformar no capitão da seleção Marinho Peres.

    Hoje, aos 63 anos, Marinho lembra a casualidade de sua descoberta na época que jogava futebol com os amigos em um campo onde atualmente fica o Sorocaba Shopping.

    Ele entrou para um time B do São Bento, que era um dos melhores do Estado. Logo, o garoto, que ainda não tinha completado 20 anos, foi levado para a Portuguesa de Desportos.

    Zagueiro de garra e muito talento,  foi convocado para a seleção brasileira apenas dois anos depois de começar a carreira. “Foi tudo muito de repente. Quando vi já estava com a seleção em viagem pela Europa”, lembra.

    Quando chegou para a disputa da Copa de 1974, na Alemanha, o técnico Zagallo – que já era tricampeão – não só o escalou como o escolheu para  capitão.

    Infelizmente não era o ano do Brasil e o sorocabano não conseguiu o título mundial. A equipe foi superada pela Holanda  – a Laranja Mecânica –  e ficou em quarto lugar. “Esse era um troféu que eu gostaria de levantar, mas sei que sempre dei o melhor de mim.”

    No Brasil, Marinho passou por quase todos os grandes times, mas um deles foi especial. O ex-zagueiro jogou por dois anos ao lado de Pelé no Santos. “Era uma coisa fantástica estar ao lado desse fenômeno”, diz.

    Desta época, ele guarda a amizade que conquistou com o rei do futebol por conta da rotina em comum.

    A vida de jogador  durou apenas 13 anos. Em 1979, depois de passar por uma cirurgia no tornozelo e várias lesões, Marinho decidiu parar e seguir como treinador. Foi aí que o sorocabano contou com o importante apoio de Telê Santana, que o convidou para ser o seu auxiliar no Palmeiras. “Depois disso, fomos para a Arábia Saudita e eu também atuei em times da Europa.”

    No ano passado, Marinho trabalhava  como técnico na  África do Sul, mas precisou voltar a Sorocaba porque sofreu um descolamento na retina.

    Depois de ser operado e agora totalmente recuperado, o treinador aguarda para voltar ao trabalho. “Acredito que  propostas virão depois da Copa.”

    Mesmo com tanta experiência no Exterior, a vontade desse profissional é atuar em sua cidade natal e passar, seja no São Bento ou no Atlético Sorocaba, o que aprendeu.

    Enquanto isso, Marinho mantém uma rotina tranquila. Ele se sustenta com o aluguel de algumas propriedades e fica perto da esposa e do único filho. “Até agora ele é o único, pelo menos não apareceu mais nenhum por aí”, brinca.

    http://www.redebomdia.com.br/Noticias/esporte/18937/Galeria+BOM+DIA


     
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