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 A Capela da Imaculada Conceição do Inhaiba

A capela do Inhaiba esta localizada na Fazenda de Santa Maria, bairro do Inhaiba, no município de Sorocaba, aos pés da serra de São Francisco. Inhaíba é derivado do nome indígena inhayba.

A Capela da Imaculada Conceição do Inhaiba

A Capela da Imaculada Conceição do Inhaiba

 

A capela do Inhaiba esta localizada na Fazenda de Santa Maria, bairro do Inhaiba, no município de Sorocaba, aos pés da serra de São Francisco. Inhaíba é derivado do nome indígena inhayba.

I – Etmologia da palavra :inhaíba

substantivo feminino
Rubrica: angiospermas.
1     árvore frondosa ( Eschweilera rhodogonoclada ), da fam. das lecitidáceas, nativa do Brasil (BA, ES), de madeira nobre, dura e pesada, folhas elípticas, coriáceas e pixídios lenhosos; inaíba, inhaíba-de-rego, inhaúba
2     m.q. canela-preta-verdadeira ( Nectandra reticulata )
Etimologia
para Nascentes, tupi ïña 'ï wa 'árvore de andar na água (mastro)'; no DHPT, s.v. anhaíba ou anhuíba , tupi * aña ' ïwa 'designação de diversas árvores das fam. das lecitidáceas (castanheiro-do-pará) e das lauráceas (canela)', comp. do tupi ï ' a 'cabaça, cuia', sob a f. * a ' ña (port. anhá 'castanha-do-pará') + 'ïwa 'tronco (de planta), haste, pau, planta, árvore'; há a obs. de que há registro do tupi añu ' iwa para a acp. 'canela'; f.hist. 1877 inhahíba

Do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

II - Do bairro de Inhaiba

Em 1900 já existia como povoado e na década de 30 conheceu seu apogeu como vila, pela oferta de trabalho nos fornos de cal e por contar com uma das principais estações ferroviárias da época. Este bairro, nos áureos tempos da Estrada de Ferro Sorocabana era maior e mais desenvolvido do que o seu vizinho: o distrito de Brigadeiro Tobias A construção da vila dos operários dos fornos de cal contava além das casas, com escola, farmácia, açougue, mercado e a capela da Imaculada Conceição.Antigos moradores do bairro, afirmam que existiam 40 casas. A distribuição elétrica da vila operária se dava através de um sistema de roda d'água instalada em uma cachoeira próxima. O nível de sofisticação da antiga vila operária ainda era complementado pelo conjunto arquitetônico com influência neoclássica, do engenheiro e arquiteto paulista Ramos de Azevedo (informação obtida junto aos moradores mais antigos do bairro), autor de diversas obras na capital paulista como o Teatro Municipal de São Paulo, a Pinacoteca do Estado entre outras.

Convém ressaltar que a Fazenda de Santa Maria era de propriedade do famoso arquiteto. E ainda mais, que várias vezes descansou nesta fazenda o grande amigo do proprietário (Ramos de Azevedo), Alberto Santos Dumont, o pai da aviação. Sendo que em 7 de setembro de 1931, numa dessas visitas a fazenda, fez o seu testamento aqui na nossa cidade, no livro de notas 141, às folhas 203 v.o., Cartório Renato.

Este bairro, nos áureos tempos da Estrada de Ferro Sorocabana era maior, mais desenvolvido e mais importante do que o seu vizinho, Brigadeiro Tobias.

Alguns motivos levaram a essa “involução urbana” do local. O primeiro foi a fim do transporte de passageiros entre São Paulo e Sorocaba, pela Sorocabana. O segundo e mais marcante foi a desativação da queima do cal que a Indústria Votorantim fazia no local.

Quando da transferência da vila operária, a Companhia desmontou todas as casas para o aproveitamento dos materiais, como os tijolos. Até pouco tempo ainda restavam os vestígios, como os alicerces de pedra da escola, o tanque para lavagem de roupas dos moradores da vila e a roda d'água.

Remanescente de alicerces da antiga vila, no meio hoje de plantação de eucaliptos  

Este era o antigo tanque, onde os moradores lavavam suas roupas. Ele era comum à toda as casas da vila.  

Vestígio do acesso a parte de serviços da vila : escola, farmácia, açougue, mercado.

Vestígio do acesso à parte de serviços da vila : escola, farmácia, açougue, mercado

III- Sobre a Estrada de Ferro Sorocabana :

"A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1905, o Governo vendeu a ferrovia para um grupo anglo-americano de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.

A ESTAÇÃO: A estação de Inhaíba-velha foi aberta em 1908, e desativada em 1928 com a duplicação e retificação da linha da Sorocabana. Nesse ano, a cerca de 300 metros dali, foi construída outra estação com o mesmo nome, que já foi demolida. A estação de Inhaíba-velha ainda sobrevive hoje, como moradia.

A estação de Inhaíba-velha, em 03/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

Do mesmo jeito, ela ainda é moradia em 09/2001. Foto Adriano Martins

A ESTAÇÃO: Inaugurada em 1927, com a retificação e duplicação da linha da Sorocabana, e substituindo a antiga estação de Inhaíba, colocada a cerca de 500 metros da nova, fora da linha. "Da lavra de calcário à linha da Sorocabana havia uma linha de bitola de 60 cm em Inhaíba. Essa bitolinha chegava uns 6 m acima da linha da Sorocabana, onde suponho era para aproveitar o desnível e passar a carga para vagões da Sorocabana por gravidade - existe até hoje o muro de pedra. Na última vez que lá estive pude ver as poucas marcas deixadas por essa linha; dava para identificar um corte de terra em curva, um tanto estreito, típico para trens de 60 cm de bitola. E só." (Stênio, Sorocaba, SP) O prédio da estação já foi demolido, antes de 1986, sobrando apenas a sua plataforma. O local é constantemente usado como pátio de estacionamento de vagões e locomotivas da ferrovia, pelo fato de ainda existirem ali os desvios. (veja também Inhaíba-velha)". Informações do site http://www.estacoesferroviarias.com.br/ de Ralph Giesbrecht.

A plataforma e placa da demolida estação de Inhaíba, em 20/07/1998. Foto cedida por Lourenço Paz

O mesmo local, em 09/2001. Foto Adriano Martins.

  Hoje sobrou intacta apenas a capela da Imaculada Conceição em bom estado de conservação.

fachada da Capela da Imaculada Conceição

Curiosidade :

Compare as semelhanças com esta outra capela projetada por  Ramos de Azevedo, que fica na cidade de São Paulo, onde ocorreu o evento "Casa Cor 2002":

IV - Ramos de Azevedo

 

Nasce a 08 de dezembro de 1851 na cidade de São Paulo,1 filho de Anna Carolina de Azevedo e do Major João Martins de Azevedo. Frequentou o curso de artilharia da Escola militar do Rio de Janeiro. Em 1872, interrompeu os estudos e começou a trabalhar na área da contrução civil, participando dos trabalhos de construção das primeiras secções das Companhias Paulista e Mogyana de Estradas de Ferro. Em 1875 parte para a Bélgica onde realiza seus esudos em arquitetura, laureando-se em 1878 pela Universidade de Gand. De volta ao Brasil, fixa-se em 1879 na cidade de Campinas. Durante cerca de sete anos trabalhou em Campinas e nas cidades do interior ganhando reputação de competência.

Suas obras mais importantes são a finalização da Catedral de Campinas (1883), o projeto da Escola Ferreira Penteado (1880), e diversas residências. Transfere residência para São Paulo (1886), quando realiza seu primeiro projeto de um edifício público, o prédio do Tesouro (1886-91), ao qual seguem-se: Quartel da Polícia (1888), na Luz; Escola Normal (1890-94) e do Jardim da Infância (1896), na Praça da República; Secretaria de Agricultura (1896), no Pátio do Colégio; Escola Prudente de Moraes (1893-95); Escola Politécnica (1895); Liceu de Artes e Ofícios (1897-1900); Teatro Municipal de São Paulo (1903-11), entre outras obras.

Ramos de Azevedo chefia o escritório F. P. Ramos de Azevedo e Cia., atuando também como: Diretor da Companhia Cerâmica da Vila Prudente da Suburbana Paulista; da Companhia Mogyana de estradas de ferro; Diretor do Liceu de Artes e Ofícios; Conselheiro do Banco Ítalo-Belga; da Sociedade Paulista de Agricultura; da Caixa Econômica de São Paulo; da Comissão Administrativa do Teatro Municipal; Presidente do Instituto de Engenharia e da Comissão de Obras da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O Escritório técnico de Ramos de Azevedo, situado na Rua Boa Vista, tornou-se famoso não apenas pelas obras que realizou, mas principalmente, pelo numeroso grupo de engenheiros e arquitetos que, em conjunto, trabalharam sob sua direção. Podemos citar: Krugs, Vitor Dubrugras, Rossi, Borioli, Albuquerque, Toledo, Anhaia Mello e tantos outros. Porém, dois profissionais, seus ex-auxiliares, tornaram-se notáveis: Ricardo Severo, emérito arquiteto português, que foi seu auxiliar de 1893 a 1895, e seu associado, de 1895 a 1928, e o engenheiro Arnaldo Dumont Villares, que também foi seu auxiliar de 1909 a 1911 e, seu associado de 1911 a 1928. O dois fundaram após a morte de Ramos, a firma F. P. Ramos de Azevedo Severo e Villares.

Ramos de Azevedo assumiu a Diretoria da Escola Politécnica após o falecimento do antigo diretor Dr. Antonio Francisco de Paula Souza, permanecendo por 36 anos. Empregou todos os seus vencimentos no aparelhamento do laboratório tecnológico, hoje o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Os edifícios públicos, institucionais e privados projetados por Ramos de Azevedo tem características que os diferenciam das obras de outros arquitetos contemporâneos que atuavam na cidade de São Paulo, como: coerência e unidade ao conjunto da obra; utilização de alvenaria de tijolo armado; os espaços organizados de acordo com a utilização prática, levando em consideração o funcionalismo e articulação. Em se tratando de uma obra residencial, Ramos atuava com mais liberdade formal e estilística, levando em consideração o conforto, salubridade, iluminação, zoneamento das áreas (distinção entre o privado, o social e o serviço), e distribuição das peças.

O modelo arquitetônico que Ramos de Azevedo implantou em São Paulo possibilitou sua integração aos programas e modelos mais importantes do século XIX. Os hospitais, asilos, quartéis, escolas, institutos, matadouros, edifícios públicos e residências constituem, para a época, modelos que respondem à necessidade de modernização. Um estilo voltado às técnicas e aos materiais do mundo industrial do século XIX. Seus edifícios são decorrência direta de um cuidadoso conhecimento e estudo técnico-científico, racionalidade, arte a serviço da utilidade e funcionalidade. Ramos de Azevedo morreu em Santos a 13 de junho de 1928.

Algumas Obras Realizadas Pelo Escritório Técnico

Teatro Municipal de São Paulo (1903-1911)

Edifício Mackenzie (Light)

Secretaria da Fazenda (1886-1891) (Pátio do Colégio)

Mercado Municipal da Cantareira - 1933 (firma F. P. Ramos de Azevedo Severo e Villares)

Trianon (1916) - W. Luiz (demolido)

Palácio das Industrias no Parque D. Pedro II. ( Obra inspirada no Instituto Mackenzie de Gênova inaugurado em 29 de abril de 1924 pelo presidente Washington Luiz.

Escola Politécnica (1895-1897) (hoje edifício Paula Souza)

Santa Casa de Misericórdia

Estação Júlio Prestes - (hoje Secretaria de Estado da Cultura)

Grupo Escolar Rodrigues Alves (1919)

Prédio dos Correios (1922)

Prédio da Eletrotécnica (hoje Prédio Ramos de Azevedo, sede desde 1996 do DPH)

Instituto Pasteur (1903)

Casa das Rosas (1935)

Liceu de Artes e Ofícios (1897-1900) (hoje Pinacoteca do Estado)

Antigo Prédio do DEOPS (construído a partir de 1914)

Portal do Cemitério da Consolação

V - ARQUITETURA ECLÉTICA

ECLETISMO = Uso ou mistura de estilos do passado ocorrido na 2ª metade do séc. XIX

Em fins do século XVIII é que parece termos atingido realmente a chamada era moderna, que os historiadores afirmam ter começado desde o séc. XV durante o período da Renascença e após a descoberta da América por Colombo em 1492. A tão discutida era moderna realmente deflagrou quando a Revolução Francesa de 1789 pôs fim a tantos pressupostos que haviam sido tomados por verdadeiros até então. A queda da monarquia na França e a instalação do Império, a influência de Napoleão se estendeu até as Américas vindo interferir com o processo de lutas que geraram a independência de algumas colônias aqui. A Revolução industrial foi outra das revoluções que criou e reforçou as rupturas desse mundo moderno com o passado. Dentre as inúmeras mudanças ocorridas, estão as que se referem às idéias do homem sobre a arte e à atitude do artista em relação ao que se chama estilo. Há um personagem numa das comédias de Molière que fica atônito quando lhe dizem que falou em prosa durante toda sua vida sem o saber. Em épocas passadas os artistas faziam suas obras de acordo com o que achavam certo ou porque tinham que ser assim, não questionavam se seguiam alguma tendência, acreditavam que suas obras eram praticadas ao seu gosto pessoal, sem influências externas ou algum compromisso estético pré-estabelecido. Mas, já no séc.XIX a questão estilo tomou novo rumo. Procurava-se ora seguir o ideal de regras da arquitetura clássica estabelecido nos livros de Palladio, ora questionar o uso desse ideal e empenhar uma volta romântica ao passado através de construções neo-góticas ou de inspiração oriental. Alguns arquitetos procuravam seguir influências de diversos estilos em uma única construção, utilizando influências do barroco, arte oriental, clássico e também dos recém-surgidos art decor e art nouveau. O mundo ocidental caminhava para um futuro diferente a passos rápidos, mas algumas pessoas acreditavam não ser preciso pensar nisso seriamente e olhar a arquitetura como resultado das necessidades e do modo de vida do homem daquele momento. Construíam prédios com tecnologia sofisticada da época, atendendo por vezes a necessidades funcionais que já se impunham, mas traziam um passado estranho aquela realidade para revestir suas fachadas. A arquitetura Eclética tem para a história grande valor porque relata esses momentos de profundos paradoxos na vida do homem moderno.

VI - A capela da Imaculada Conceição

A capela da Imaculada Conceição, esta situada num local, que parece ter sido uma praça. Estava rodeada de cedrinhos, recentemente cortados. Defino o seu estilo arquitetônico como eclético.Estimo como data da sua construção o princípio de século XX, em torno de 1900 a 1910. Foi construída em alvenaria de tijolos maciços. Revestida com argamassa. Sua fachada é singela. Com sua sineira em cima da porta principal e acima dela a sua cruz. Paredes externas pintadas na cor amarela com detalhes em azul. Apresenta o telhado em duas águas, com telhas de ardósia e com uma abertura tipo lanternim, em cada água, fechado externamente com madeiras trabalhadas, dando uma bela composição ao telhado. A cobertura da sacristia, teve seu telhado original substituído por telhas de cimento amianto. Apresenta na fachada frontal e de fundos vitrais, de grande beleza com motivos religiosos, eles estão protegidos externamente por grades e telas.Nas laterais apresenta três vitros com vidros coloridos, caixilhos de ferro, externamente apresentam grades de proteção. Seu forro e a estrutura do telhado são aparentes, de madeira envernizada. As paredes internas estão pintadas, com pintura tipo estêncil, num local onde a pintura esta raspada, observamos não ser a pintura original da capela, devendo ser a segunda ou terceira demão. O altar é de madeira, numa composição bem singela. Da nave principal dividido por uma divisória de madeira, acoplada ao altar, sendo inclusive usado como confessionário, numa solução arquitetônica bem original, esta a sacristia. Sua iluminação é composta de um lustre no centro da capela e arandelas laterais, todas (lustre e arandelas) de latão.

  Na vistoria realizada, não encontramos os santos, os quadros das estações da via crucis, os bancos de madeira. Anexei foto da década de 1970 com o altar completo com seus santos e os quadros da via crucis.

  Seguem abaixo diversas fotos do local com comentários. E também um mapa com a localização da capela.

   

vista atual da fachada

 

vista da capela, antes da poda dos pinheirinhos ou ibiscos.

vista lateral posterior da capela, dado esquerdo, de quem de frente olha para o imóvel  

vista posterior e lateral esquerda do imóvel

detalhe externo do lanternim da cobertura, vendo também a cruz externa da capela

detalhe da sineira, na fachada principal, sobre a porta de entrada, acima dela a cruz da capela.

detalhe interno de um dos seis vitros laterais, com vidros coloridos

detalhe externo de um dos vitros com grade de proteção

detalhe da estrutura do telhado e do forro, em madeira envernizada.

detalhe da pintura interna das paredes, mostrando que a pintura atual esta sobre a pintura original  

detalhe de lustre lateral(tipo arandela) em latão, para uso de velas. .

detalhe do lustre central da capela em latão, para uso de velas.

detalhe da porta de entrada vista interna, com o vitral superior a porta.

mais um detalhe do vitral da porta principal   

detalhe do vitral da parede de fundo, observando-se o altar como divisória para a sacristia, toda em madeira .

detalhe do vitral da parede do fundo da capela .

detalhe da parte da cobertura que foi substituída por telha de fibro amianto, mostrando os belos ornamentos dos frontões do telhado.

detalhe da estrutura da cobertura e do forro da capela .

foto da década do 1970, cedida por morador.

 

VII – Conclusão  

Face à importância histórica, arquitetônica, religiosa e imaterial deste imóvel, este conselheiro é pelo tombamento a nível I da Capela da Imaculada Conceição do Inahiba.

Sugerimos que o CMDP intime o proprietário da mesma a realizar paisagismo em seu entorno, face ao corte criminoso da vegetação que existia em redor da capela. Bem como os moradores para que devolvam à capela os objetos dela retirados, como: santos, bancos, quadros, etc., voltando ela à sua condição inicial.

Solicitando que este tombamento seja feito em regime de urgência, face ao abandono e depredação iminente do imóvel.  

Sorocaba 15 de agosto de 2005

351º aniversário da cidade de Sorocaba  

M. Eng. Sergio Benedito Abibe Aranha

Conselheiro do CMDP

Engenheiro Civil

Fotos : Estela Casagrande e Sergio Aranha

Fontes consultadas:
http://sp4br70.digiweb.psi.br/i/inhaiba-vel.htm
http://sp4br70.digiweb.psi.br/i/inhaiba.htm
IRMÃO, José Aleixo; Santos Dumont em Sorocaba; Sorocaba; Prefeitura Municipal de sorocaba; 1973;12p.

 
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