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Estréia dia 30 de janeiro, nesta próxima segunda-feira, às 22,20 horas com horários alternativos: quartas-feiras 20,00 horas e aos sábados às 16,00 horas, com exibição durante todo o mês de fevereiro (segundas-feiras: 30, 6, 13,20 e 27;às quartas-feiras: 01, 8, 15 e 22 e aos sábados dia 4,11, 18 e 25) o documentário Pernada em Sorocaba.
O documentário de 30 minutos de duração foi realizado de novembro do ano passado até outubro de 2005 e conta com 28 depoimentos e imagens obtidas graças ao trabalho de pesquisa do capoeirista com o apoio dos folcloristas e historiadores Carlos Carvalho Cavalheiro e Adilene Carvalho Cavalheiro. "A idéia surgiu a partir de pesquisas que eu já havia feito sobre o tema. Levei a idéia para o Carlos e para a Adilene e nós então demos início ao documentário", conta Joelson. Ele explica que a pernada, diferente da capoeira, era apresentada durante os desfiles de carnaval, acompanhando os blocos que saiam às ruas. "Ao invés do berimbau, a pernada era jogada ao som de samba tocado por instrumentos de percussão como pandeiro, reco-reco e zabumba", explica. O movimento, segundo ele, originário de Sorocaba, é derivante das lutas e jogos afro-brasileiros trazidos para o Brasil pelos negros no tempo do Brasil colônia, assim como o bate-coxa de Alagoas, o passo do frevo em Pernambuco, o samba de aboio em Sergipe, a tiririca na capital paulista e a também chamada pernada do Rio de Janeiro. Em Sorocaba, a Pernada era praticada nas rodas de samba do clube 28 de Setembro ou no campo de futebol de chão de terra batida da Água Vermelha, próximo da Igreja de João de Camargo. Na década de 70, com a chegada das escolas que ensinavam a capoeira baiana, o movimento foi se perdendo e caindo no esquecimento. "A intenção do documentário é resgatar essa manifestação folclórica que nasceu no interior paulista aqui em Sorocaba", destaca o capoeirista. No documentário, nomes como Osvaldinho da Cuíca, Marcelo Manzatti, Toninho Macedo, Mestre Falcon, Mestre Pedro Feitosa, Toniquinho Batuqueiro, Ademir Barros, Mazé Lima, José Lima, Carioca e outros estudiosos e saudosistas da Pernada falam sobre a manifestação em depoimentos.
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