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| 25 de janeiro-São Paulo 453 anos : Conheça nove pontos do centro histórico | |
Conheça melhor, nesta página, atrações do centro histórico de São Paulo. O solar da Marquesa, por exemplo, teve suas paredes construídas em taipa de pilão, e ainda hoje é possível ver paredes assim no local. A marquesa de Santos promovia ali saraus que atraiam a intelectualidade paulistana. Já no largo do São Francisco há o conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Francisco de Assis (1642), a capela da Ordem Terceira (1676) e o prédio da conhecida faculdade de Direito da USP, onde estudaram nomes como Rui Barbosa, Castro Alves e Álvares de Azevedo. | Conheça nove pontos do centro histórico
Horários de funcionamento ditam a programação de uma caminhada para conhecer origens da cidade
Conheça melhor, nesta página, atrações do centro histórico de São Paulo. O solar da Marquesa, por exemplo, teve suas paredes construídas em taipa de pilão, e ainda hoje é possível ver paredes assim no local. A marquesa de Santos promovia ali saraus que atraiam a intelectualidade paulistana. Já no largo do São Francisco há o conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Francisco de Assis (1642), a capela da Ordem Terceira (1676) e o prédio da conhecida faculdade de Direito da USP, onde estudaram nomes como Rui Barbosa, Castro Alves e Álvares de Azevedo. O atual prédio da faculdade é de 1934. Em outro largo, o São Bento, fica a basílica de São Bento, demolida nos anos 1910 e reconstruída nos anos 1920.
Centro Cultural Banco do Brasil Construído em 1901, foi agência do Banco do Brasil e hoje é um centro cultural do banco. Oferece mostras de cinema, teatro, café e exposições de arte e de fotografia. Há visitas monitoradas para conhecer o edifício.
Rua Álvares Penteado, 112 funciona de ter. a dom., das 9h às 20h; até 18/2, está em cartaz exposição de Amilcar Packer, criada para ocupar o cofre do prédio; entrada franca; tel.: 0/ xx/11/3113-3600; www.bb.com.br/cultura.
Mercado Municipal Foi inaugurado no 379º aniversário da cidade, em 1933. A construção foi iniciada por Ramos de Azevedo, mas o arquiteto morreu em 1928 e a obra foi concluída pelos seus sócios Armando Dumont Villares e Ricardo Severo. São quase 300 boxes, entre açougues, empórios, peixaria, quitanda e outros. Na última reforma, o mercado ganhou um mezanino com oito restaurantes.
Rua da Cantareira, 306 funciona de seg. a sáb., das 7h às 18h (diversos pontos fecham às 16h), e aos dom., das 8h às 16h; tel.: 0/xx/11/3228-9332; www.mercadomunicipal.com.br.
Teatro Municipal Prédio construído por Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 1911. Fica diante da praça com o nome do arquiteto, tem capacidade para 1.585 pessoas e abrigou a Semana de Arte Moderna, em 1922.
Praça Ramos de Azevedo, s/nº o prédio está fechado para reforma, que só deve ficar completamente pronta daqui a mais de um ano; a programação vem sendo transferida; tel. 0/xx/ 11/ 3222-8698.
Pátio do Colégio Ali foi rezada a primeira missa de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554, pelo padre Manuel de Paiva, auxiliado pelo padre Afonso Brás e por José de Anchieta. O conjunto é composto por uma capela, uma biblioteca e o museu Anchieta.
Praça Pátio do Colégio, 2 os pontos que compõem o conjunto arquitetônico estão abertos para a visitação pública de terça a domingo, das 9h às 17h; o ingresso para o museu custa R$ 5; tel.: 0/xx/11/3105-6898; www.pateodocollegio.com.br.
Solar da Marquesa de Santos Edifício do século 18, abriga, atualmente, o Museu de São Paulo. É o casarão onde morou D. Domitila de Castro Canto e Melo, considerada o grande amor de D. Pedro I, e único exemplar que restou da arquitetura aristocrática urbana -as paredes são feitas com taipa de pilão. Após a morte da marquesa, em 1867, foi vendido e transformado em palácio episcopal, em 1909. Vendido novamente, foi amplamente reformado e passou a abrigar o Museu de São Paulo.
Rua Roberto Simonsen, 136 funciona de ter. a dom., das 9h às 17h; entrada franca; tel.: 0/xx/11/3241-4238.
Largo São Francisco Abriga o conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Francisco de Assis (1642), a capela da Ordem Terceira (foi erguida em 1676 e bastante ampliada em 1787) e o prédio da faculdade de Direito. Depois de reformas, no século 18, a igreja adquiriu características barrocas. Na faculdade, estudaram Rui Barbosa, Castro Alves e Álvares de Azevedo. O antigo prédio foi demolido na década de 30, e em 1934 o atual edifício foi inaugurado.
Largo São Francisco, 133 A igreja fica no número 133; o conjunto fica aberto à visitação das 7h30 às 19h30; tel.: 0/xx/ 11/3106-0081 . A faculdade fica no número 95; tel.: 0/xx/11/ 3111-4000.
Mosteiro de São Bento Foi fundado pelo frei Mauro Teixeira, discípulo do padre José de Anchieta em 1598. No local, há também o colégio e a basílica de São Bento. Demolido por volta de 1911, foi reconstruído na década de 1920, com projeto do arquiteto alemão Richard Berndl.
Largo São Bento, s/nº a basílica fica aberta de seg. a sex., das 6h às 18h (qui., fecha das 8h às 14h), e sáb. e dom., das 6h às 12h e das 16h às 18h; canto gregoriano é de seg. a sex, às 7h, sáb., às 6h, e dom., às 10h. Tel.: 0/xx/ 11/ 3328-8799; www.mosteiro.org.br.
Edifício do Banespa Construído entre 1939 e 1947, o prédio foi projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral para se parecer com o Empire State Building (são 35 andares e 161 metros de altura, contra 102 andares e 381 metros do edifício nova-iorquino). Abriga exposições e mantém torre com vista panorâmica 360º aberta para visitação -enxerga-se dali, por exemplo, o mercado Municipal e a catedral da Sé. Nos anos 40, chegou a ser considerado a maior construção de concreto armado do mundo.
Rua João Brícola, 24 aberto de seg. a dom., das 10h às 17h (após janeiro, apenas de seg. a sex.); entrada gratuita; tel.: 0/ 11/3249-7180 ; até 9/2, a exposição é "Efeitos do Tempo", com maquetes de Antônio Lima.
Catedral da Sé Também chamada de catedral Metropolitana, tem capacidade para até 8.000 pessoas e é um dos maiores templos góticos do mundo. Além de reparos na estrutura, a última reforma, concluída em 2002, teve como saldo a construção de 14 torreões previstos no projeto original, do arquiteto Maximiliano Hehl. O projeto é de 1912, mas a catedral só abriu, e ainda incompleta, no 400º aniversário paulistano, em 1954. Tem órgão com 10 mil tubos.
Praça da Sé, s/nº aberta diariamente, das 8h às 17h., e para visitas guiadas, das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30 (todos os dias exceto ter., quando não há esse tipo de visitas); tel.: 0/xx/11/3107-6832.
Roteiro a pé acontece todos os sábados
Todos os sábados, às 10h e às 15h, e excepcionalmente no dia 25/1, parte, do piso térreo do shopping Light (r. Xavier de Toledo, 23) o passeio a pé Pegadas de Anchieta, criado pela Graffit em parceria com o shopping. O tour tem duração de duas horas e meia, custa R$ 10 e só acontece com pelo menos dez pessoas e no máximo 30 participantes. Se passar disso, são abertas outras turmas. O passeio percorre o chamado triângulo histórico, base da cidade. Sai do shopping e vai até o viaduto do Chá, a praça do Patriarca, a igreja da Ordem Terceira de São Francisco, a faculdade de Direito, a catedral da Sé, a igreja da Ordem Terceira do Carmo, o pátio do Colégio, o solar da Marquesa de Santos, a igreja e o mosteiro de São Bento. Informações: 0/xx/11/5549-9569; www.graffit.com.br.
Sozinho, visitante aprofunda atrações
Conhecer além do térreo dos centros culturais e ditar ritmo são vantagens de não passear em grupo
DA REPORTAGEM LOCAL
Poder dosar o tempo gasto em cada atração é a vantagem mais óbvia de você fazer um passeio sozinho, com folhetos, e não em grupo, com guias. Livre de ter que acompanhar o pelotão, você também pode descansar as panturrilhas na hora que lhe apetecer. Corre-se, no entanto, o risco de passar pelo cruzamento da avenida São João com a São Bento ignorando que ali está o edifício Martinelli, primeiro e mais alto arranha-céu paulistano até hoje, com seus 51 andares e 170 metros. Ou que a lanchonete Lambro é uma das mais tradicionais da cidade. Essa nem o Google sabe, afinal. Este repórter esteve em uma das CITs (central de informação turística) da cidade e se fingiu incauto. Estava hospedado no centro, com três dias de São Paulo pela frente, e não tinha idéia do que fazer. Não havia turistas por ali, e a atendente deu atenciosos 45 minutos de explicação -boa parte deles sobre um "walking tour" pelo centro histórico. A funcionária estava atualizada, por exemplo, sobre a exposição que estava acontecendo no térreo do edifício Banespa (o 3º maior de São Paulo, com terraço aberto ao público), mas esqueceu de informar que o teatro Municipal estava fechado para restauração, ao indicá-lo entre as atrações. O mapa do folheto da CIT sobre o centro traz desenhados os principais pontos turísticos, mas não menciona o horário de abertura de alguns. Resultou disso o prejuízo de chegar ao pátio do Colégio às 16h50 e não poder apreciar as obras do museu, que fecha às 17h. Restou o consolo de tomar um breve cafezinho na lanchonete anexa. Mas também houve o benefício de gastar mais tempo nos centros culturais e de tirar fotos sem pressa -talvez porque estamos no começo de janeiro, e os calçadões da capital andam mais vazios que a média, mas o repórter continuou parecendo incauto na rua, com folhetos e máquina fotográfica para fora dos bolsos, e não sentiu o menor risco de ser assaltado. Uma dica é passar nas CITs na sexta-feira, quando chegam folhetos atualizados sobre a programação da cidade. (THIAGO MOMM)
Fonte : jornal Folha de São Paulo/Turismo
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